Marina Silva decide continuar na Rede, e federação com PSOL quer que ela dispute Senado

sábado, 04/04/2026 – 08h20

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva decidiu permanecer na Rede Sustentabilidade, por onde será candidata nestas eleições. A preferência da federação formada pelo partido com o PSOL é que ela dispute uma das vagas ao Senado em São Paulo.
 

Marina trava disputa interna com a ala ligada à deputada federal Heloísa Helena (RJ), que hoje comanda a sigla. Embora tenha admitido ter recebido convites para se filiar a siglas como PT, PV, PSOL e PSB, ela já sinalizava que poderia permanecer na Rede.
 

A decisão de permanecer no partido que ajudou a fundar -e que sofreu com a debandada de diversos quadros no último mês- foi tomada nesta sexta-feira (3), último dia da janela partidária, após uma reunião com integrantes da federação formada pela Rede com o PSOL.
 

Na reunião, os partidos manifestaram preferência por lançar Marina ao Senado junto de Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, na chapa que terá o petista Fernando Haddad concorrendo ao Governo de São Paulo.
 

“\[Marina Silva\] É o nome que defenderemos \[ao Senado\] junto aos demais partidos”, disse à reportagem o presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros.
 

No entanto, ainda há um impasse sobre quem serão os candidatos às duas cadeiras para a casa legislativa pela chapa.
 

Embora o presidente Lula (PT) já tenha manifestado que deseja Marina e Tebet disputando as vagas, o ex-ministro Márcio França (PSB), do Empreendedorismo, decidiu deixar o governo também de olho na eleição ao Senado.
 

Como Tebet e França pertencem ao mesmo partido, e a candidatura de Tebet é dada como certa, a chapa encabeçada pelo PT busca uma solução para o palanque. O intuito é que as vagas para cargos majoritários sejam preenchidas por candidatos de siglas diferentes, de modo a acomodar o máximo de aliados da frente formada no estado, mas há o receio de que França lance seu nome mesmo sem o apoio petista.
 

Na Rede e no PSOL, prevalece a ideia de que Marina precisa estar no palanque paulista de qualquer forma. Por isso, mesmo contrariadas, as siglas não descartam lançá-la novamente a deputada federal, como ocorreu na eleição de 2022, quando ela foi eleita com 237,5 mil votos. Essa opção, contudo, ainda está em discussão.
 

Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente na quarta (1º) com índices de desmatamento da amazônia em queda e a ampliação nas políticas de combate a crimes ambientais. À frente da pasta desde 2023, ela também sofreu derrotas, como a autorização para busca de petróleo na bacia Foz do Amazonas e a aprovação do “pacote da destruição”, série de leis que afrouxam a proteção.

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