Alan Santos/PR
O Banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo, teria direcionado recursos para fundos de investimento com ativos considerados problemáticos. Entre os ativos citados estão um terreno vazio em Pernambuco e uma área litorânea isolada no Rio de Janeiro, protegida pela União e envolvida em disputas com comunidades locais há décadas.
Conforme os fundos, o patrimônio dessas estruturas somaria cerca de R$ 526 milhões. Segundo informações publicadas pelo jornal Estadão, o banco teria transferido carteiras de crédito consideradas de alto risco para fundos ligados à própria instituição, em operações que poderiam reduzir a exposição de prejuízos nos balanços financeiros.
Segundo o material publicado, as carteiras incluiriam créditos inadimplentes e até veículos com histórico de roubo, situação que costuma gerar alerta no mercado financeiro e entre órgãos reguladores. Em meio ao cenário, o BTG Pactual avançou nas negociações para aquisição do Digimais, em uma operação que teria apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O negócio, no entanto, ainda depende de aprovação regulatória. Outro banco citado, o Bluebank, teria desistido anteriormente de comprar o Digimais antes mesmo de encaminhar a operação ao Banco Central. O Digimais não comentou as informações divulgadas pela reportagem.