Petróleo dispara 3% após novos ataques de Israel e Irã no Oriente Médio

Imagem ilustrativa: Fernando Frazão / Agência Brasil

O preço do petróleo abriu em forte alta neste domingo (7), após ataque de Israel a instalações do Hezbollah em Beirute, capital do Líbano, e uma investida do Irã contra o território israelense e países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
 

O barril Brent, referência mundial, era negociado a US$ 96,33, aumento de 3,48%, às 19h (horário de Brasília). Às 19h10, estava em US$ 95,80, alta de 2,96%.
 

O Exército israelense realizou o ataque neste domingo em uma região de subúrbios ao sul da capital libanesa, área conhecida como Dahiyeh, na primeira investida contra um reduto do grupo extremista em Beirute desde o cessar-fogo intermediado em 16 de abril.
 

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense, algo inédito desde o cessar-fogo. A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou novos ataques se Israel não interromper as operações militares no Líbano.
 

Em uma declaração conjunta com seu ministro da Defesa, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu disse que o ataque a Dahiyeh foi ordenado em resposta a disparos do Hezbollah em direção ao território israelense.
 

O Exército de Israel também emitiu um alerta de evacuação para os moradores da cidade libanesa de Tiro, no sul do país, e suas áreas circundantes neste domingo, antes de possíveis ataques.
 

Neste sábado (6), o Irã afirmou que ataques americanos a instalações de radar e de vigilância costeira no Golfo constituem uma “violação flagrante do cessar-fogo”, em vigor desde 8 de abril, e lançou mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, aliados de Washington na região.
 

O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou os ataques noturnos dos Estados Unidos como “uma agressão militar contra a soberania nacional e a integridade territorial da república islâmica do Irã” e condenou “o comportamento hostil e provocador do regime americano”.
 

Os investidores ainda repercutem anúncio da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), que neste domingo informou um novo aumento em suas metas de produção de petróleo em igual número de meses, embora a guerra dos EUA com o Irã ainda impeça vários membros do grupo de bombear mais. É a quarta vez que a entidade decide elevar a extração.
 

A guerra cortou os fluxos de petróleo através do estreito de Hormuz, criando a maior crise de abastecimento global da história, já que membros importantes da Opep+, incluindo a Arábia Saudita, não conseguem abastecer integralmente os clientes desde o final de fevereiro.
 

A crise para a Opep+ piorou quando os Emirados Árabes Unidos deixaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo após quase 60 anos.

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