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A ousada candidatura de Keisuke Honda para assumir a seleção japonesa já provocou os primeiros desdobramentos nos bastidores do futebol do país. Eliminado pelo Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, na última segunda-feira (29), em Houston, o Japão ainda não iniciou oficialmente o debate sobre o próximo ciclo, mas a manifestação pública do ex-craque foi suficiente para colocá-lo no centro das atenções.

Horas após Honda declarar que aceitaria comandar a equipe nacional, a Federação Japonesa de Futebol se pronunciou pela primeira vez sobre o assunto. Sem alimentar especulações sobre uma possível saída de Hajime Moriyasu, o diretor técnico Masakuni Yamamoto fez questão de destacar a coragem do ex-meia ao se colocar à disposição para um dos cargos mais importantes do esporte japonês.

A resposta foi cautelosa, mas deixou evidente o respeito que Honda mantém dentro da estrutura da seleção. Para Yamamoto, o simples fato de um dos maiores nomes da história recente do futebol japonês demonstrar interesse em liderar o projeto esportivo do país já é algo a ser valorizado.

“Acredito que entusiasmo e determinação são muito importantes. Levamos muito a sério o que ele disse. Sinceramente, acredito que Honda seja uma pessoa muito talentosa. É positivo para o futebol japonês que ele tenha esse tipo de aspiração”, afirmou.

Apesar dos elogios, a federação evitou transformar a declaração em qualquer tipo de sinalização para o futuro imediato. O dirigente reforçou que decisões sobre o comando técnico serão tomadas apenas após uma avaliação mais ampla do planejamento para os próximos anos.

“A próxima Copa do Mundo, a Copa da Ásia e a nomeação do treinador serão analisadas passo a passo, sob diversos aspectos. Não posso dar uma resposta definitiva neste momento, mas considero Honda um talento que espero ver perseguindo esse objetivo no futuro”, completou.

A repercussão começou após uma publicação feita pelo próprio Honda na rede social X. Sem rodeios, o ex-jogador sugeriu que poderia assumir a seleção por apenas uma temporada e atrelar sua permanência ao resultado da próxima Copa da Ásia.

“Se a renovação do Moriyasu por um ano for apenas uma solução temporária porque vocês ainda não encontraram outro treinador, então me deem essa oportunidade. Se perdermos a Copa da Ásia, podem me demitir sem discussão. Estou pronto para esse desafio”, escreveu.

A declaração ganhou ainda mais destaque por acontecer poucos dias após a eliminação japonesa para o Brasil no Mundial. Embora Moriyasu siga no cargo, a discussão sobre os próximos passos da seleção já começou, e o nome de Honda passou a integrar esse debate.

Aos 40 anos, o ex-meia ainda não possui uma carreira consolidada como treinador, apesar de ter sido um dos principais símbolos da geração que ajudou a elevar o patamar do futebol japonês no cenário internacional.

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