Augusto Vasconcelos diz que Setre “vai acompanhar” investigações de acidente de trabalho na BYD

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O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Augusto Vasconcelos, falou sobre o acidente de trabalho que levou à morte um homem em uma empresa terceirizada da BYD, em Camaçari. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta terça-feira (20), o gestor da pasta afirmou que o Governo da Bahia vai acompanhar as investigações sobre o ocorrido.

“Sobre o acidente ocorrido na BYD, estamos acompanhando. O Ministério Público do Trabalho (MPT) também já foi noticiado e abriu um inquérito para fazer a devida apuração. A própria empresa abriu também um processo administrativo para apurar”, destacou.

Vasconcelos ainda lamentou o ocorrido e reiterou que o governo, por meio da Setre, atua principalmente com ações de conscientização e fiscalização junto às empresas. “A gente lamenta profundamente os acidentes de trabalho; eles têm sido enfrentados pelo Governo do Estado com campanhas de conscientização, mas também de fiscalização e acompanhamento, especialmente no setor da construção civil, que é um setor que tem um número de acidentes acima da média”, pontuou.

No caso do acidente envolvendo a empresa terceirizada da BYD, o trabalhador caiu de uma altura de 13 metros durante uma prestação de serviço na fábrica da montadora de veículos, que fica localizada na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Augusto disse que “a gente reconhece os avanços na legislação, nas normas regulamentadoras, mas ainda estamos entre os países em que os trabalhadores mais sofrem com acidentes de trabalho” e completou que “isso é muito preocupante”.

O secretário estadual do Trabalho afirmou que vem trabalhando para intensificar o diálogo com o setor privado e os trabalhadores sobre esse tema: “É por isso que a gente tem desenvolvido caminhos para esse diálogo com setores de trabalhadores, empresários, o governo, o setor do Ministério Público e o Judiciário, para que nós tenhamos uma atuação conjunta para enfrentar e prevenir os acidentes de trabalho”.

“E esse processo em específico, nós vamos acompanhar de perto, porque não dá para aceitar nenhum trabalhador morrendo no seu local de trabalho por exercer a sua função. E a gente precisa averiguar se as normas foram adequadamente cumpridas, se houve fiscalização do equipamento de proteção individual e de proteção coletiva, para que nós tenhamos, a partir deste episódio, não só a punição de eventuais irregularidades, como também a prevenção para que outros acidentes não ocorram. Então, a gente vai acompanhar de perto toda essa situação”, garantiu.

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