Ao menos três voos programados para decolar do aeroporto de Congonhas no início da manhã desta sexta-feira (10), em São Paulo, foram cancelados na esteira da falha que interrompeu operações de aeronaves em São Paulo e impactou cerca de 8.000 passageiros.
Segundo o painel de voos da concessionária responsável pelo aeroporto, a Aena, decolagens que sairiam de Congonhas para Porto Alegre, Rio de Janeiro e Brasília foram afetadas. A operadora do modal disse à reportagem que os cancelamentos foram pontuais e que o aeroporto opera normalmente na manhã desta sexta.
Os cancelamentos ocorrem um dia após série de atrasos e remanejamentos ocorridos nesta quinta-feira (9) ante uma suspeita de incêndio no prédio onde funciona o Centro de Controle de Aproximação de São Paulo.
O órgão é responsável por mediar a transição entre o pouso ou a decolagem de todos os grandes aeroportos do estado e opera ininterruptamente com 35 controladores para cada turno. Funciona nas instalações do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, localizadas dentro do Aeroporto de Congonhas.
Todos eles tiveram de evacuar o prédio devido à suspeita de incêndio. Embora descartada pouco depois, a medida preventiva criou um efeito cascata sobre todas as operações nos modais ao longo do dia.
A situação deixou os saguões dos aeroportos de Guarulhos, na Grande São Paulo, e de Congonhas, na zona sul da capital paulista, lotados.
Nas redes sociais, dezenas de passageiros, que estavam prestes a decolar relatam esperar por mais de uma hora dentro das aeronaves sem informação se iriam conseguir viajar. Alguns deles reclamavam da falta de informação e por estarem presos dentro dos aviões sem ar-condicionado.
A Anac disse que acompanhava, ao longo do dia todo, “o desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha”.
A agência estudava ampliar o horário de funcionamento em Congonhas, que normalmente fecha as 23h. Às 21h30, a concessionária Aena confirmou a ampliação do horário até meia-noite.
A FAB, em nota, disse ter cumprido rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo, “mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo”.