Adolfo Menezes critica uso de verbas públicas para festas de alto custo em municípios baianos

O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) manifestou, nesta segunda-feira (4), críticas à gestão de recursos públicos em municípios da Bahia. Durante entrevista ao Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, o parlamentar questionou a prioridade de investimentos das gestões municipais, citando o uso de emendas para o financiamento de eventos festivos em detrimento de serviços essenciais, como a saúde.

Menezes classificou a situação como uma política de “pão e circo” durante fala. Sem citar nenhum gestor, o deputado menciona um caso em uma cidade em que a população não teria atendimento de saúde
e a cidade contratou artistas milionários. 

  “Eu sempre fui um crítico dessa parte política. Já visitei cidades onde as pessoas tinham que atravessar a divisa para serem atendidas em outros municípios por falta de obstetras na rede local, enquanto tudo era gasto com grandes festas”, alerta o deputado.

As críticas do parlamentar ecoam casos recentes no estado, como o da prefeitura de Campo Alegre de Lourdes,
na divisa da região norte da Bahia. O município liderado pelo prefeito Tadeu Dias (PT) contratou o cantor Gusttavo Lima por um cachê de R$ 1,3 milhão para os festejos de Nossa Senhora de Lourdes.

CACHÊS MILIONÁRIOS
O parlamentar foi enfático ao citar valores de cachês pagos a artistas nacionais por prefeituras de pequeno e médio porte. “Não é necessário pagar R$ 1,5 milhão a um Gusttavo Lima
ou a um Wesley Safadão
para ficar meia hora em uma cidade”, afirmou.

Para o deputado, embora grandes cidades possam contar com patrocínios de empresas privadas para realizar tais eventos, o uso direto de recursos públicos em localidades com carências básicas é inaceitável. “Sou evidentemente contra”, reforçou.

Questionado sobre a atuação dos órgãos de controle, Adolfo Menezes avaliou que o Tribunal de Contas tem tomado providências, mas que as medidas ainda não são suficientes para frear o desperdício de verbas.

Na visão do parlamentar, o rigor na fiscalização das emendas destinadas aos municípios precisa ser ampliado para garantir que o cidadão não seja penalizado pela ausência de serviços básicos enquanto recursos são drenados para entretenimento de alto custo.

Confira o trecho abaixo:

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