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Uma mensagem de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), foi publicada no status do canal oficial do Bahia no WhatsApp, na noite desta segunda-feira (12).
Segundo apurou o Bahia Notícias, o conteúdo não representava um posicionamento institucional do Tricolor e foi publicado por engano nos meios oficiais do Esquadrão por um funcionário do clube.
A publicação foi apagada após permanecer no ar por pouco mais de três horas. Uma captura de tela que circula nas redes sociais mostra o nome Esporte Clube Bahia acompanhado do selo de verificação da plataforma; confira abaixo:
[](https://www.bahianoticias.com.br/esportes/bahia/biajesus)
A imagem faz referência a uma acusação de violência sexual contra uma criança, dirigida a Gaspar, identificado na peça como “o vice do Flávio”. O pedido de investigação sobre o caso foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 6 de outubro. O candidato nega a acusação.
A postagem questiona a escolha de Gaspar para a chapa e termina com a frase: “Em defesa das crianças, Lula 13.”
Até a publicação desta matéria, o Bahia não havia se pronunciado oficialmente. O texto será atualizado caso o clube encaminhe um posicionamento.
O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO ELEITORAL?
A veiculação de conteúdo eleitoral em um canal institucional pode ser analisada pela Justiça Eleitoral. O artigo 57-C da Lei das Eleições proíbe a divulgação de propaganda eleitoral na internet em páginas de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, mesmo gratuitamente.
Caso seja reconhecida a prática de propaganda eleitoral irregular e estabelecida a responsabilidade pela divulgação, a legislação prevê multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil. A aplicação de eventual penalidade depende da análise das circunstâncias e de decisão judicial.
PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO CONTRA ALFREDO GASPAR FOI ARQUIVADO
Alfredo Gaspar foi acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. A acusação foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke, que afirmaram ter recebido relatos sobre o suposto crime e uma possível gravidez decorrente dele.
Gaspar nega a acusação. Em 6 de outubro, o ministro Gilmar Mendes, do STF, arquivou o pedido de investigação a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de provas e contradições nos depoimentos.