“Capital da Cachaça” lidera ranking de melhores cidades da Bahia, segundo o IPS Brasil

A cidade de Abaíra
, na Chapada Diamantina
, lidera o ranking das melhores cidades da Bahia, conforme o levantamento do Índice de Progresso Social Brasil (IPS), divulgado nesta quarta-feira (20). Conhecida como “Capital da Cachaça”, a cidade obteve um índice de 65,14 em uma avaliação de 0 a 100, superando a nota média dos municípios brasileiros, que é de 63,40.

A nota é resultado de uma média de três categorias avaliadas no índice: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Com uma população de pouco mais de 12 mil pessoas, a cidade obteve resultados positivos especialmente na categoria de Bem-Estar, onde foram bem avaliados os índices de acesso ao conhecimento básico, com a nota de 78,23/100, e acesso à informação, com índice 76,43/100. O indicador melhor avaliado, no entanto, foi o de moradia, na categoria de Necessidades Humanas, onde o município recebeu a nota 88,08/100.

O rótulo de “capital baiana da Cachaça” não é à toa. Segundo os registros locais, a história da produção da cachaça de alambique se confunde com a história da região, com uma tradição de mais de 450 anos. Inicialmente, com as plantações de cana-de-açúcar na região, e posteriormente com o crescimento da produção nos anos 80.

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O município é a sede da Cooperativa dos Produtores de Cana e Seus Derivados da Microrregião de Abaíra, a COOPAMA, que produz a famosa “Cachaça Abaíra” desde 1988. O produto conhecido nacionalmente impulsionou a economia da região a tal ponto que a fabricação da cachaça se tornou a principal atividade econômica do município e ainda atraiu produtores de cana-de-açúcar de municípios vizinhos para integrarem esse “sistema” de produção.

Em 2011, eram registrados 700 produtores de cana-de-açúcar e derivados na Associação dos Produtores de Aguardente de Qualidade da Microrregião de Abaíra (APAMA).

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O RANKING
Além de Abaíra, os municípios de Lauro de Freitas, Valente, Itiruçu e Tanque Novo completam o ranking das melhores cidades em termos de desenvolvimento social na Bahia.

No caso de Lauro de Freitas
, o município da Região Metropolitana de Salvador (RMS) aparece em segundo lugar no estado, com índice 63,76. O município, que tem cerca de 219 mil habitantes, é uma das dez maiores cidades da Bahia. Com um PIB per capita de R$ 40 mil, o maior destaque de Lauro de Freitas foi o indicador de moradia, com nota 88,50/100; seguido de água e saneamento básico, com nota 85,35/100.

.png)Foto: ASCOM – Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas

Já no sisal baiano, a cidade de Valente
se destacou no levantamento como a terceira mais bem desenvolvida do estado. Com a nota 63,57, o município é conhecido como a “capital do sisal”, tendo como uma de suas forças econômicas a produção de fios naturais e tapetes e carpetes de sisal, planta natural do semiárido. Atualmente, o município tem cerca de 25.132 habitantes e, na avaliação do IPS, o destaque vai para o indicador de moradia, com nota 91,38/100; e o de nutrição e cuidados médicos básicos, com avaliação 76,71/100.

.png)Foto: Prefeitura de Valente 

A quarta posição entre os resultados mais positivos do ranking vai para Itiruçu
, município no Vale do Jiquiriçá. A cidade recebeu a nota 63,46, considerando a média das três categorias, e se destacou especialmente nas Necessidades Humanas Básicas, com avaliações de 95,32/100 no indicador de moradia e 81,60/100 em água e saneamento.

.png)Foto: Prefeitura de Itiruçu 

Já no Sertão Produtivo, a cidade de Tanque Novo
também apresentou boas notas no IPS Brasil. A nota atribuída ao município, de 17.812 habitantes, foi 63,16. O destaque vai para os indicadores de segurança pessoal, com avaliação 82,80/100, e nutrição e cuidados médicos básicos, com nota 75,15/100.

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PROGRESSO SOCIAL
O ranking IPS utiliza a metodologia do Social Progress Imperative, uma ferramenta de gestão territorial baseada em dados públicos, que identifica e apresenta balanços sobre a realidade socioambiental dos municípios. Em sua definição, o IPS Brasil explica que, em uma mesma escala, o levantamento avalia se as pessoas têm o que precisam para prosperar, desde necessidades básicas como abrigo, alimentação e segurança.

A análise considera 57 indicadores divididos entre 12 eixos temáticos e 3 categorias. As categorias são: Necessidades Humanas Básicas, que inclui indicadores como saneamento, moradia e segurança; Fundamentos do Bem-Estar, que inclui os referenciais de qualidade do meio ambiente e acesso à informação; e Oportunidades, onde estão incluídos indicadores como inclusão social e liberdades individuais.

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