Menos é Mais e Thiaguinho entram em lista de maiores cachês do São João da Bahia em 2026

O pagode está em alta no São João. Um dos estilos mais consumidos no Brasil ao longo do ano, o gênero é também um dos que mais faturam no período junino na Bahia.

De acordo com o Painel de Transparência dos Festejos Juninos nos Municípios do Estado da Bahia, a banda Menos é Mais e o cantor Thiaguinho estão entre os cachês mais altos de 2026 pagos pelos municípios baianos.

A banda Menos É Mais, que não foi contratada para se apresentar no São João de 2025, chega em 2026 com um cachê de R$ 750 mil para um show no dia do Santo “dono da festa”, 24 de junho, em Irecê. Em 2024, a banda se apresentou em dois endereços na Bahia, Ituberá, no dia 24 de junho, e Itaparica no dia 30 de junho, por cachês de R$ 400 e R$ 450 mil.

Já Thiaguinho receberá R$ 700 mil por uma apresentação na cidade de Serrinha, marcada para o dia 21 de junho. 

De acordo com o Painel de Transparência do MP, nos últimos 5 anos, o ex-Exaltasamba foi contratado outras quatro vezes em 2024, sendo um desses shows no dia de São João, 24 de junho. O cachê cobrado pelo artista foi de R$ 450 mil para cada show, totalizando um faturamento de R$ 1.800.000,00.

Para o São João de 2026, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e artistas de projeção nacional e regional fecharam um acordo que resultou na redução voluntária de cachês de aproximadamente 180 contratos para apresentações nos festejos juninos. 

Segundo o órgão, a medida representa uma economia estimada de R$ 8,8 milhões aos cofres públicos. Entre os artistas que participaram do acordo estavam nomes como Toque Dez, Solange Almeida, Igor Kannario, Batista Lima, Adelmário Coelho, Caviar com Rapadura e Forrós dos Plays.

Na última semana, uma confusão envolvendo o cantor Flávio José e o cachê cobrado pelo forrozeiro fez com que o Ministério Público da Bahia se pronunciasse sobre o assunto.

De acordo com o órgão, nas últimas quatro edições dos festejos juninos na Bahia, observou-se uma significativa escalada nos valores das contratações artísticas, com a média dos contratos passando de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil.

O MP-BA também destacou que seus critérios consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios, desde que haja fundamentação técnica para os valores contratados.

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