Bruno Concha / Secom PMS
A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) passou a ser alvo de uma investigação ampliada do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre possíveis irregularidades relacionadas à expansão da Zona Azul Digital na capital baiana. A medida foi formalizada pela 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor e publicada no Diário da Justiça desta quinta-feira (11).
O aditamento do inquérito civil foi motivado pelas portarias nº 088/2026 e nº 092/2026, que ampliaram o sistema de estacionamento rotativo para dezenas de novos pontos da cidade. Segundo o MP, a expansão pode ter ocorrido sem a correção de problemas já denunciados por usuários em áreas anteriormente atendidas pela Zona Azul.
Entre os pontos questionados pelo órgão estão:
Dificuldades enfrentadas por motoristas para efetuar o pagamento das tarifas
Possíveis falhas no aplicativo utilizado para a cobrança digital
Quantidade insuficiente ou ausência de agentes para oferecer meios alternativos de pagamento
Falta de informações claras aos consumidores sobre o funcionamento do sistema nas novas áreas incluídas
A promotora de Justiça Joseane Suzart Lopes da Silva destaca ainda que a portaria mais recente incluiu 77 ruas, avenidas e largos de Salvador na Zona Azul Digital, com funcionamento diário das 7h à meia-noite, sem detalhar medidas para evitar irregularidades já apontadas em outras localidades.
Bruno Concha / Secom PMS
No documento, o Ministério Público cita como investigados tanto a superintendência
, responsável pela gestão do estacionamento rotativo na cidade, quanto o Município de Salvador, por suposta ampliação do serviço sem a devida solução das falhas anteriormente registradas.
A Promotoria também questiona a ausência de informações específicas sobre a operacionalização da Zona Azul Digital nos novos locais contemplados, levando em consideração as características particulares de cada região. A Prefeitura de Salvador e a Transalvador foram notificadas e terão prazo de dez dias úteis para apresentar esclarecimentos. Após a análise das manifestações, o MP-BA decidirá sobre as próximas medidas da investigação.