Operação Tartaruga: Ônibus de Salvador farão redução de velocidade e parada em pontos em manifestação próxima semana

Os rodoviários de Salvador irão fazer uma redução de velocidade e parada em todos os pontos de ônibus do trajeto como forma de manifestação na próxima semana. O Sindicato dos Rodoviários da Bahia informou nesta quinta-feira (30) que a categoria aderiu a um movimento chamado de “Operação Tartaruga”, como forma de exigir um reajuste salarial e do ticket alimentação de 5% acima da inflação, garantindo o ganho real para a categoria.

De acordo com reportagem do AratuOn, o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Fábio Primo, revelou que os ônibus vão transitar somente na faixa da direita e seguindo a velocidade da via ou estabelecida pela empresa. Ele explicou que os coletivos devem parar nos pontos da capital baiana. 

“Todos os ônibus pela direita e parando todos os pontos, seguindo a velocidade da via ou estabelecida pela empresa. Nossa intenção é realizar até destravar a pauta, não é tumultuar, mas se for preciso chamar atenção dos poderes públicos”, indicou.  

O representante contou que o grupo ainda vai definir se a ação ocorrerá a partir da próxima segunda-feira (4), ou em outro dia da semana. 

“Vamos definir se será na segunda. Nossa intenção é que nossos pedidos sejam discutidos”, afirmou. 

ASSEMBLEIA
O Sindicato dos Rodoviários realizou uma assembleia com a categoria logo ao amanhecer, desta quinta
. A paralisação temporária é um reflexo direto do impasse na campanha salarial deste ano. Após quatro rodadas de negociação com o setor patronal sem que houvesse qualquer avanço significativo, os trabalhadores decidiram intensificar a pressão. 

A pauta de reivindicações é encabeçada pelo pedido de um reajuste salarial e do ticket alimentação de 5% acima da inflação, garantindo o ganho real para a categoria.

Além das questões financeiras, os rodoviários lutam por melhorias nas condições de trabalho e qualidade de vida. Entre os itens prioritários estão a implementação da jornada de seis horas, o combate às jornadas excessivas, problema que se agrava especialmente aos finais de semana, e a correção imediata das cargas horárias atuais. 

Sem uma contraproposta que atenda a esses pontos, o sindicato sinaliza que as mobilizações podem continuar fazendo parte da rotina da cidade.

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