Petistas da Bahia defendem criação de “Comitê Nordeste” para focar em eleições da Bahia, Pernambuco e Ceará; entenda

O Partido dos Trabalhadores irá olhar para o Nordeste como foco nas eleições de 2026. Com forte protagonismo no último pleito presidencial, a região deve passar por uma estratégia específica para as demandas e peculiaridades eleitorais deste ano. Com eleições “acirradas”, os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará podem capitanear um “Comitê Nordeste”, de acordo com lideranças petistas baianas. 

Ao Bahia Notícias, alguns interlocutores do partido e lideranças do grupo que gere o governo do estado, a formação desse comitê, preferencialmente localizado em Recife, capital de Pernambuco, tem sido analisada. O projeto também tem como ideal “uniformizar” o discurso de campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região e resgatar pontos de contato direto das campanhas ao governo nos três estados. Lula possui três nomes que irá apoiar, com a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, a reeleição de Elmano de Freitas (PT) no Ceará e, além deles, João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco.  

Tradicional reduto petista, o Nordeste foi decisivo para a vitória de Lula. Ele recebeu 69,34% dos votos válidos da região – única em que ele superou Jair Bolsonaro (PL). A larga vantagem de petista na região foi capaz de conduzi-lo à Presidência em 2022, ainda que atual mandatário tenha sido mais votado em outras localidades. No último pleito, o ex-presidente Bolsonaro venceu em todas as outras regiões do país, tendo a maior vantagem no Sul, onde conquistou 61,84% dos votos válidos. No Sudeste, que concentra o maior número de eleitores, Lula recebeu 45,73% dos votos válidos. Bolsonaro, 54,27%.

Petistas baianos revelaram ao BN que a estratégia é adequar alguns pontos de campanha e facilitar a interlocução de três estados “chaves” para a reeleição de Lula. O movimento também busca contrapor um “avanço” de aliados do ex-presidente Bolsonaro, que possui uma estratégia nacionalizada, também focada em “encorpar” as cadeiras do grupo no Congresso. “É buscar traduzir para o nordestino o que o presidente Lula tem feito para a região, da melhor forma. Unificar as estratégias estaduais e focar na regão”, revelou um interlocutor do grupo que defende a medida.

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